★ ARANIOHC: a study in breaking fashion norms, the process of accepting difficult emotions and self-absorption.
CHOI NARA, 27 anos, gay, couturier formado em moda pela Universidade de Hongik e dono da boutique de haute couture ARANIOHC.Começou sua carreira como vendedor em lojas de luxo, e, com a formação, avançou como costureiro — até, finalmente, arriscar uma loja própria.ARANIOHC nasceu em uma lojinha tímida de rua; no ano seguinte foi transportada ao shopping; e, desde 2024, ocupa o dobro do espaço em Songpa-gu, próxima ao Parque Olímpico e ao Museum of Art.Nara é completamente apaixonado por expressões visuais, quebra de conceitos e politizar tudo aquilo que usa. Sua ideologia de roupas sem gênero vale tanto para a boutique quanto para o que veste no dia a dia.Recém-mudado ao bloco 3, andar 11, ap. 1103, não considerou a pressa do antigo morador de repassar o imóvel; encantado pela ideia de usar um dos quartos extras para seu ateliê, desconhece todas as problemáticas da área.Sua banda favorita é Death Cab for Cutie (ou The Cure, dependendo do dia); prefere comidas apimentadas; só gosta de café e chá se forem gelados; não sabe dirigir e nem vê por que aprender quando existe metrô.
É contraditório, mas Nara acredita ser único demais à sua maneira e, ao mesmo tempo, o mais ordinário dos homens. Mas é que ele se vê como só mais um nesse mundo, com a mesma personalidade que todos já viveram antes dele, sem nenhuma grande distinção entre quem é e quem seu vizinho de sessenta anos já foi, também, quando tinha sua idade.Um amontoado de pensamentos sobre tudo aquilo que já viveu, as pessoas que conheceu e o que absorveu delas, aquilo que tomou para si, fez como seu… No fim, é como uma colcha de retalhos: foi tecido com pedaços de experiências, de pessoas que o tocaram, de ideias e afetos que escolheu guardar, e tudo que deixou o modificar.Não carrega nada de único, mas, no processo de criação de quem é hoje, saiu assim: um pouquinho de carisma aqui, nessa costura; e, na do lado, tem a empatia de que pode passar todo o tempo do mundo conversando com velhinhos no condomínio porque, quando chegar na idade deles, espera ter alguém que o entenda como pessoa também.Mas Nara sabe que não é só um amontoado de bons retalhos; também tem aqueles que carregam sua cabeça-dura, a teimosia que periodicamente o deixa em maus lençóis — seu trocadilho intencional, heh —, muito, muito individualismo que o torna tão mais egoísta do que se permite confessar ser, e o ego de quem, mesmo se chamando de comum, se considera melhor que muitos.
★ ARANIOHC: a study in breaking fashion norms, the process of accepting difficult emotions and self-absorption.
Parisienne aesthetic, a coleção ready-to-wear da Rodarte para o New York Fashion Week em 2023 (aquela onde as peças pareciam tiradas diretamente do guarda-roupa de Morticia Addams), moda inspirada nas boates underground de Itaewon e no vintage moderno, além de todo e qualquer pedaço de tecido de couro que possa encontrar pelos brechós de beira de esquina ou esquecidos pela cidade… É esse o pot-pourri que define Choi Nara — que, assim como seu estilo, também é totalmente mutável, adaptável e subjetivo: nada mais que um reflexo do que é e dos tempos vividos.Inspirado sob vários aspectos, mas jamais influenciado a abandonar sua metamorfose visual e o desejo de nunca ser, amanhã, o mesmo que é hoje, e a forma que sua personalidade reflete em tudo usado para se expressar. Seu cinto preto-fosco, com desenhos de morcegos alto-relevo e, bem na fivela, presas de vampiro em prata chamando atenção; a bota de vinil ove-the-knee que trocou por uma peça original sua, entre amigos mesmo, depois de muitas semanas de perturbação; o suéter puro cashmere de alta-costura que custou quase metade do valor do seu aluguel e, até hoje, ainda é sua peça favorita de misturar com o guarda-roupa abarrotado; coach bags em quase-perfeito estado, mas não tanto.Nara sabe que estilo não é para todos, e que o seu, particularmente, é responsável por muitas sobrancelhas levantadas e narizes torcidos, só por ser quem é: um homem que não está nem aí para o que muitos acreditam ser o seu lugar na sociedade, o que quer que possam esperar dele e, principalmente, como pessoas mais intrometidas dão pitaco em como ele deveria viver a própria vida. E, se ele nunca se “endireitou” nem com a maneira que os pais tentaram ditar ela, ou quando colocou os pés no mundo assim que atingiu a maioridade, jamais daria importância a mais alguém que não sua própria voz interior e suas vontades.Para ele, o importante mesmo é poder se afundar no que completa sua vida: incontáveis horas imerso ao mundo dos tecidos; das histórias por trás de cada peça que, em exclusividade, são as responsáveis por oferecê-lo o conforto que tem hoje; pela costura à mão que dá o nome para a ARANIOHC — sua boutique. Essa que logo, logo, completa cinco anos; a menina dos seus olhos e sua maior prova de que dá, sim, para viver de amor.Agora, se o amor pela vida que leva e a loja que gere é o único que conhece, Nara não se importa taaanto assim… Ele é o primeiro a admitir que sua falta de compromisso aos relacionamentos é o que o distancia da ideia de ser abrir com alguém; deixar com que invadam seu espaço pessoal e emocional, e que mais do que uma existência — a sua — possa ser encontrada nas decorações dos cômodos do apartamento recém-repassado às pressas do antigo dono.
★ ARANIOHC: a study in breaking fashion norms, the process of accepting difficult emotions and self-absorption.
A ARANIOHC nasceu em 2021 de um desejo de jamais se entregar ao fast-fashion descartável, da noção artística a cada costura à mão e de um profundo sentimento de exaltar as nuances humanas por meio da haute couture.Sua estética assinatura constrói uma narrativa de inspiração artística, atravessada por reflexões que exploram conceitos sobre a política atual, além da emoção e da vulnerabilidade como estados visíveis do corpo e do espaço na sociedade — onde a transgressão emerge como afirmação do direito de ser.O lema da marca, Right to Fail (Direito de Errar), funciona como um manifesto à natureza humana passível de metamorfose. É a partir dele que a ARANIOHC estabelece sua forma de atravessar e tensionar limites — pessoais e políticos — sempre em pauta.Ancorada em discursos de individualidade, identidade e reinvenção, a marca assume uma postura direta, quase desafiadora. A atitude que se intensifica por meio da reivindicação à individualidade em sua expressão mais crua e autêntica, e que se desdobra em múltiplas leituras: uma realidade pesada e instável surge em contraste com elementos delicados, por vezes em peças neutras e clássicas de silhuetas simples, criando um jogo visual entre rigidez e suavidade, confronto e sensibilidade.


★ ARANIOHC: a study in breaking fashion norms, the process of accepting difficult emotions and self-absorption.
★ Clientes da sua boutique, aqueles que sempre encomendam peças exclusivas com Nara, e sequer olham o preço final na hora de pagar.★ Vizinhos de qualquer bloco que buscam por ajuda no seu ateliê em casa; um aperto de costura, conserto de fábrica, colocação de tecido e botões caídos… Emergências antes de um compromisso importante.★ Alguém que goste de gastar muito além do que tem, que conquista a confiança de Nara e, após ter as peças, falte com o dinheiro para pagar.★ Modelos para o catálogo da ARANIOHC: podem trabalhar juntos antes ou depois da mudança do Nara ao complexo, e estampam as redes sociais da loja a cada nova coleção.★ Mais costureiros — ou estilistas, consultores de moda, etc. — que, apesar de não trabalharem estritamente com a boutique, vez ou outra fazem parte do desenvolvimento de uma coleção.★ Figurinhas carimbadas na Sinkhole, estão sempre por lá e se reconhecem mesmo extremamente bêbados — e bebem juntos, sempre, ainda que a amizade exista mais na boate.★ O “com local” que Nara conheceu no Grindr e nunca mais deu sinal de vida… Até se encontrarem no lobby do condomínio com a sua mudança. (28+)★ Etc etc etc…
+21, sem gatilhos.
Gosto de angst e plots moralmente ambíguos, mas não descarto um crack e fluffy; jogo de tudo. E prefiro sempre turnar a deixar em hc.
Boa parte da ideologia da boutique do Nara é inspirada na KUSIKOHC (nome invertido e descrição inclusos), que pode ser encontrada aqui, enquanto a estética das roupas e imagem da loja pertencem à Isabel Marant.
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